10 de nov de 2009

Auto-objeto energizado referente ou .. despacho!


Sem palavras bonitas ou citações edificantes ok pessoal ... vamos em frente ==>
Desde do início de 2008, comecei a pensar em cenas do meu cotidiano, coisas simples, materiais que fazem parte do meu dia a dia, e em como eu poderia utilizar/manusear esses materiais de modo que apresentassem interesse pictórico suficiente, para que, do meu modo, se transformassem em arte.

Meu interesse era, portanto, criar a partir do que eu já tinha à disposição sem adquirir nada de fora. Minha idéia inicial foi entrar no meu quarto de despensa, que virou estoque de tudo que é bagulho que eu um dia achei que não deveria jogar fora, e a partir destes materiais, montar algo que tivesse uma coerência suficiente para que eu achasse que se transformaria em algum auto-objeto referente ( e não um objeto auto-referente).

Por quê ?
Essa é uma resposta difícil, mas acredito que existe uma energia nas nossas coisas, naquilo que convivemos e manipulamos em nosso dia a dia. Apresentar esses objetos recontextualizados no mundo seria doar algo energizado pela vida e ambiente de um artista. É algo ligado a envio e recebimento de energia. Pra mim, isso tem uma pulsação, como um despacho.

O primeiro despacho que fiz, foi uma fotografia. Quando recebi convite do Buraco para participar do Verdadeira Grandeza, resolvi juntar objetos do meu dia a dia. O resultado foi uma silhueta com meus objetos inseridos. Chamei esse trabalho de despacho.

Desde então, tenho pensado sobre isso. Infelizmente o tempo curto não tem dado chance até agora para colocar em prática esse projeto despachudo, apenas alguns rascunhos e escritos, mas eu tenho fé que vou conseguir alguma coisa até a expo.

Caso contrário, tenho na manga um projeto pronto, da série "os maleáveis" . mas, por enquanto não quero falar sobre essa possibilidade...

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